Carta dos estudantes da UNESP - Rio Preto (IBILCE)
Logo nos dois primeiros dias de mandato, o governador José Serra lançou um pacote de decretos que ferem a autonomia das Universidades Estaduais Paulistas (UNESP, UNICAMP e USP). Tais decretos criam mecanismos para reter verbas e facilitar o desvio das mesmas.
Outro objetivo dos decretos é acabar com a pesquisa universitária de bem humanitário e direcioná-la conforme o interesse das grandes empresas. Assim sendo, a educação deixa de ser um direito para se transformar em mercadoria.
A reforma da educação faz parte de um conjunto de reformas (trabalhista, previdenciária, sindical, tributária etc), o qual vem sendo apresentado por uma série de Medidas Provisórias (MP) e Projeto Lei (PL), além do já apresentado Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) que colocam o país em sintonia com a agenda Neoliberal e de acordo com as necessidades do Imperialismo.
Diante de todos esses ataques do governo, os estudantes, por meio de greves, ocupações e manifestações, vêm defender a Universidade Pública de qualidade, bem conquistado por árduas lutas de gerações anteriores.
Ao contrário do que a mídia diz, NÃO DEPREDAMOS NENHUM PATRIMÔNIO PÚBLICO, TODAS AS MANIFESTAÇÕES SÃO PACÍFICAS E NOSSA CAUSA É LEGÍTIMA, diferentemente das ações repressoras e violentas do governo do estado.
Não somos, como dizem, 'PRIVILEGIADOS" QUE ESTUDAM DE "GRAÇA". Toda a população paga, com seus impostos, a manutenção das Universidades Públicas.
DEFENDA O QUE TAMBÉM É SEU!
Um comentário:
Gostaria de dar umas sugestões:
É conveniente não usar nos pnfletos expressões do tipo "imperialismo", etc, que dão a idéia de universitários iludidos e adeptos de teorias da conspiração. Eufemismos servem para isso mesmo.
E coloquem, com exemplos, os benefícios que as universidades públicas trazem à sociedade. Falar sobre sobre as pesquisas não significa nada, principalmente para o povão.
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